sábado, 6 de maio de 2023

O movimento é o mesmo: retorno a si mesmo.

 


Retornei aos meus antigos cantinhos 
Refiz tudo que eu gostava de fazer e sorri.
Vi as calçadas onde já sentei e chorei,
Essas, parecem nunca envelhecerem.

Deixei que o passado fizesse uma tattoo.
Uma tribal, da tribo que um dia pertenci,
As pessoas que conheci, não estavam lá.
Parece vazio, e só, sem rostos familiares.

Um caminhoneiro sempre vem me visitar.
De relance, de papo furado, de tristeza.
Meu passado surge com vergonha 
De quem fui, e do que me tornei.


O que foi que me tornei, me conhecendo?
Um capacho de alguém, ou de mim mesmo?
Um Alter ego que se escondeu do mundo.
Desapegado, sente falta de quem era amigo.

Amigo, é complicado ouvir essa palavra.
Ao longo dos anos, sobra-se orações a eles.
Desvelando os mistérios da morte,antes de mim.

Envelhecer é retornar a si mesmo, bem agora,
O corpo é o instrumento da urgência e fatal.
A morte está a espreita, numa soneca pode ser.
Só resta o zen, de conforto e de despreendimento.
Do que foi, do que se torna, e do ser.

Este velho monomotor faz muito barulho.
Faltou riquezas para que o silenciasse.






As palavras, as quais estou preso.

 


Eu tive certeza, mesmo assim duvidei.
Que a dor de dente de alguém,
O faz esquecer da morte de milhões.
O seu calo, me obriga a calar.

Eu tentei avisar, e não foi uma vez.
Eu não vim deste planeta que habito.
Cai e minha defesa subiu aos céus
Olho para as estrelas com saudade.

Um minúsculo ser, aqui me mata.
Não tenho controle sobre isto.
Sinto falta de ser alguém melhor.
Do que um futuro cadáver no sofá.

E eu achando que a desilusão é fraca.
Não me arrancaria nenhuma lágrima.
E eu sabia que o apego era pra uma vida

Inteira.

Agora, 

sobra

o zen.






Os rascunhos da vida

  Tenho escrito meus próprios mandamentos Quando a vida apertar, releio-os atento. Um amigo antigo uma vez me disse assim: A vida é simples,...