domingo, 15 de setembro de 2024

Os rascunhos da vida

 

Tenho escrito meus próprios mandamentos
Quando a vida apertar, releio-os atento.
Um amigo antigo uma vez me disse assim:
A vida é simples, acorde e faça o que veio
fazer por aqui.

E eu com meus mandamentos, me cobro
Dia após dias, porque sei o que vim fazer,
Sempre que leio um sábio eu oro
Fica mais claro o que gosto de ler.

Como fotos do passado e agora perdidas 
Nas pastas que só por mim são medidas
Meus erros se tornam sementes do futuro
Nesta vida, criei pra mim um porto seguro

Na porta existe uma senha a qual é fácil
Pois a memória é fraca e não devo esquecer
É um templo perto de mim, de cor pálida
Onde sento, fecho os olhos e busco o ser.



sexta-feira, 10 de novembro de 2023

鎌倉


Acho que vou começar a fazer vídeos assim nas minhas horas vagas.
Faz todo sentido pra mim, expressar sem palavras num mundo
onde ninguém mais nos ouve.
(Poesia Audivisual de Kenta Sato.)

sábado, 6 de maio de 2023

O movimento é o mesmo: retorno a si mesmo.

 


Retornei aos meus antigos cantinhos 
Refiz tudo que eu gostava de fazer e sorri.
Vi as calçadas onde já sentei e chorei,
Essas, parecem nunca envelhecerem.

Deixei que o passado fizesse uma tattoo.
Uma tribal, da tribo que um dia pertenci,
As pessoas que conheci, não estavam lá.
Parece vazio, e só, sem rostos familiares.

Um caminhoneiro sempre vem me visitar.
De relance, de papo furado, de tristeza.
Meu passado surge com vergonha 
De quem fui, e do que me tornei.


O que foi que me tornei, me conhecendo?
Um capacho de alguém, ou de mim mesmo?
Um Alter ego que se escondeu do mundo.
Desapegado, sente falta de quem era amigo.

Amigo, é complicado ouvir essa palavra.
Ao longo dos anos, sobra-se orações a eles.
Desvelando os mistérios da morte,antes de mim.

Envelhecer é retornar a si mesmo, bem agora,
O corpo é o instrumento da urgência e fatal.
A morte está a espreita, numa soneca pode ser.
Só resta o zen, de conforto e de despreendimento.
Do que foi, do que se torna, e do ser.

Este velho monomotor faz muito barulho.
Faltou riquezas para que o silenciasse.






As palavras, as quais estou preso.

 


Eu tive certeza, mesmo assim duvidei.
Que a dor de dente de alguém,
O faz esquecer da morte de milhões.
O seu calo, me obriga a calar.

Eu tentei avisar, e não foi uma vez.
Eu não vim deste planeta que habito.
Cai e minha defesa subiu aos céus
Olho para as estrelas com saudade.

Um minúsculo ser, aqui me mata.
Não tenho controle sobre isto.
Sinto falta de ser alguém melhor.
Do que um futuro cadáver no sofá.

E eu achando que a desilusão é fraca.
Não me arrancaria nenhuma lágrima.
E eu sabia que o apego era pra uma vida

Inteira.

Agora, 

sobra

o zen.






terça-feira, 15 de novembro de 2022

O LUTO. 


SABE SE LÁ, QUANDO VOCÊ PERDE ALGO ASSIM, TÃO APEGADO QUANTO O SOFRIMENTO? ENTÃO, ESTE É MEU LUTO ATUAL. APESAR DE NÃO CHORAR, DE NÃO NEGACIONAR, DE NÃO SOFRER TANTO QUANTO UM LUTO, EU SINTO LUTO.  LUTO DA VONTADE DE EVOLIUR, LUTO DA VONTADE  DE SER QUEM EU ADMIRO. LUTO DE SABER QUE, PERDI, ANTES DE SER QUEM EU TINHA POTENCIAL. E EU TINHA SONHOS SOBRE ESTA  PAIXÃO. NÃO SEI DE ONDE VEIO ESTA PAIXÃO, TALVEZ VIERA DA SOCIEDADE, COM SEUS PADRÕES DE VÍCIOS E VIVECITUDES. TALVEZ, VEIO DOS ALGORÍTMOS, SEMPRE EXATOS A RESPEITO DE BUSCAS. TALVEZ NADA DISSO, TALVEZ SEJA MINHA RESISTÊNCIA DE ENGOLIR A SECO A REALIDADE. A REALIDADE SECA ERA ESSA: EU FALHEI EM SER QUEM EU GOSTARIA DE SER, PARA AQUILO QUE ME APAIXONOU. TALVEZ, EU TENHA EVOLUIDO EM OUTRAS ÁREAS, ENQUANTO FALHAVA NESTA. TALVEZ, EU ERA PREGUIÇOSO. TALVEZ,  ALGUÉM MAIS TALENTOSO, JÁ ESTAVA ONDE EU QUERIA E, POR , SIMPLES MOMENTOS DE COINCIDÊNCIAS ATRÁS DE VÁRIAS OUTRAS, ESTIVE LÁ TAMBÉM! POR UMAS HORAS DA VIDA,  DE ANOS. ENFIM, ESTAR APAIXONADO, É TÃO BONITO QUANTO ESTAR APAIXONADO PELA ESTA VIDA. A GENTE PERDE, SE NÃO REALIZAR, OU SENTE FALTA DO QUE SÓ DEMOS O GOSTINHO DE SER!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Jogo veneno, mato e vigio se deixou crias.



 Aos que não tem coragem de matar, esperam morrer, pacientemente.

Aos que mandam dedetizar, só lembram quando sentem o cheiro .

Os humanos matam parasitas todos os dias, quando não, procriam.

Quando matam parasitas, exterminam também suas crias.

Há uma maldade muito intensa,

Quando os humanos confundem,

Parasitas,

Com a mesma raça:

A raça Humana.

Nesta confusão eu prefiro a morte,

Porque morte é esquecimento.

Maat


 

Tive amigos ao longo do tempo

Quando tínhamos as mesmas vontades,
Os vícios semeados no dia a dia,
A ignorância era nossa ousadia,
Não sabíamos da missa, a metade.

Os mais ousados seguiram a bula,
Viveram e sofreram pela sociedade.
Conhecimentos rumo a disparidade,
Burro conduzindo livros ainda é mula.

Intercorrências formam a inimizade.
Buscar saber confronta a mediocridade,
O ego ferido em sua falsa integridade.

Sua carência se tornou minha ingratidão,
Minha ausência se tornou sua escuridão,
No fim, toda balança pende à solidão.




Os rascunhos da vida

  Tenho escrito meus próprios mandamentos Quando a vida apertar, releio-os atento. Um amigo antigo uma vez me disse assim: A vida é simples,...