terça-feira, 16 de junho de 2020

Perceber


Percebi o caminho de quem ficou rico praticando delitos impuniveis.
Outro de quem estudou a vida inteira,sofreu e colheu a riqueza.
Não tão distante, o trabalhador sem ensino superior, trabalhando e falindo e reerguendo até se firmar no topo.
Outro caminho das relações, como hoje se chamam de teia ou rede de contatos profissionais, network. Não saber, mas conhecer quem sabe.
Vi também o cabeça oca, que seguia quem era rico para catar as sobras, ficar rico também. O demandeiro, como o apelido, o puxa saco de fama alheia.
Passou por mim, os geniosos, são muitos esses autodidatas de 2 anos de aprofundamento em qualquer conhecimento humano, até o nirvana é atingível para estes, se não fosse menos recompensante que as montanhas de dinheiro e fama que podem e vão ganhar.
Os que juram terem um relacionamento amoroso que os impulsionaram ao sucesso, muito embora relacionamento se resuma em causar o mínimo de dado mútuo vivendo juntos.

São milhões de caminhos. Vamos ao que interesse, aos traços que percebi também.

Arrogância disfarçada educadamente. 
Apego ao dinheiro a ponto de desvalorizar e explorar qualquer ser humano que trabalham para eles.
Enxergam os outros com profundo interesse materialista, seja aprender uma prática ou ofício alheio, seja por exploração materialista com foco na ambição ou autodivulgacao gratuita.
Aparentemente dão a impressão de serem equilibrados e educados. Só fazem acreditar mesmo: qualidades só existem se o outro a perceber e declarar.
Sabem tanto diferenciar colegas de trabalho com amizades que vão passar por cima de qualquer profissional que for empecilho. Educadamente, claro, porque podem no futuro precisar novamente do indivíduo.
Fazem piadas com os seus amigos ricos, de cunho preconceituoso sobre os que não são da sua Nobre bolha social.
Acreditam que o dinheiro compra tudo,mas nunca vão admitir.
Morrem infelizes.
Reclamam do tempo que não sobra, mas considera tempo: dinheiro.
São pão duros.
Vaidade, ahh... essa é explícita.

Enfim, percebi que não gosto desse tipo de vida, mesmo que essa cabeça duvide. Responsabilidades sociais demasiadas acabam com a liberdade. Nem que seja a mais simplória possível: não reclamar que não tem tempo pra fazer o que gostaria.



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