terça-feira, 9 de junho de 2020
Manifesto ao direito da ignorância
Depois de anos lendo filosofia, estudando psicologia e esoterismo, fiz uma descoberta surpreendente: eu sou ignorante. Parece óbvio ouvir isto de outra pessoa sobre ela mesma, mas é complicado quando essa pessoa é você mesma. Pois bem aceito a ignorância porque ela é atrevida, relembra de coisas mortas, do passado, usa palavras para representar fatos, deseja a atenção, não se cala e não baixa a cabeça. Tenta até fracassar, porque não sabia que o início já era o fracasso, precisava ver para crer. A ignorância permite o erro, errou porque era ignorante. Permite se manter no erro. Permite sorrir em um mundo louco. A ignorância é a irmã mais nova da loucura. Ela está no mundo e não está. Nas sombras, você a espia. Na lua você a adjetiva. E no espelho ela se apresenta. Aceito a ignorância, porque necessito da escrita. Aceito a ignorância porque, só assim terei saudade do que verdadeiramente, vivi.
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